
Estava quase sem postar nesse blog, estava sem idéias ou as achava sem graça. Queria que todos os post fossem bons e isso fazia com que as postagens fossem escassas. Entretanto, lembrei o dito que vovô dizia: "Meu filho, papel é a coisa mais eclética do mundo, aceita da poesia à merda." Nada sutil; mas, sem dúvida, uma verdade incontestável.
Sim, mas qual é a relação entre a sabedoria do meu avô e volta de minhas atividades no blog?
Cheguei a seguinte conclusão, a internet é o papel dos dias atuais.
Até hoje não logrei fazer poesia, mas me aproveito do ecletismo e sigo no extremo oposto. Quem sabe um dia publico alguma poesia, mesmo que a autoria não seja minha; e provo que vovô ,apesar da delicadeza, não estava a falar asneira.
Obs: Agradeço ao vovô que transmitiu conhecimento popular de maneira clara e direta. Também, agradeço a Boris Fausto pelo recurso retórico utilizado no segundo parágrafo do post que foi inspirado, melhor, copiado do seu livro História do Brasil.
POESIA
Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade
Se continuar assim, ao menos teremos uma pérola por cada post. Podem não ser os poemas que os cultos desejam, mas certamente terá as pérolas que me agradam!!
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