"Em briga de saci, qualquer chute é voadora"
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
生活
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Círculo vicioso
"Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
"Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
"Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
(Machado de Assis)
domingo, 15 de agosto de 2010
Fé
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A culpa é de quem?


A copa acabou para o Brasil. Como em todos os fracassos, procuram-se os culpados. Tenho dois possíveis bodes expiatórios: Felipe Melo ou/e Mick Jagger.
Felipe começou como herói, deu um passe maravilhoso; mas, no início do segundo tempo, fez justiça a todas desconfianças sobre seu futebol: marcou um gol contra e foi expulso em razão de uma atitude estúpida.
Mick Jagger , como Felipe, parecia que ia supreender e mudar sua fama. No final, porém, as acusações de que era azarado mativeram-se verdadeiras,em todos jogos que esteve presente o time para qual torcia não ganhou.
Não sei de quem é a culpa. Lembro-me, entretanto, nesse momento de uma frase que afirmava: "cachorro que mata ovelha, só matando". A idéia por trás da afirmativa sintetiza o que ocorreu no jogo, assim como o cachorro que morde ovelha irá voltar a morder caso não seja morto, Felipe Melo repetiu as ações que ensejaram as desconfianças, e Mick Jagger fez jus a sua recente fama de azarado.

domingo, 18 de abril de 2010
sábado, 6 de março de 2010
Monique

"Lembro-me do dia que chegou a minha casa, 26 de março de 1997. Pequena, rabugenta e fedida; mas bonita, tinha olhos cor de mel e pelagem tigrada. No começo, ela me mordia com seus pequenos dentes afiados, cavava no quintal, pulava o canil, derrubava-me, jogava futebol comigo. Com a idade, foi deixando todas essas artes.
Toda vez que chego em casa, lembra-me da adolescência. O tempo mostra suas marcas: os pêlos brancos, a visão embaçada, o sono pesado, a respiração ofegante; não resta mais muito tempo para minha fiel amiga. Esse período que ainda temos de convivência, tento tratá-la bem.
Não sofro por antecipação, sei que quando a hora dela chegar, irei sentir falta; entretanto isso não me aflige. A impotência em alterar a certeza de sua partida pronta, sim.
Antes desse momento, "
Esse foi um rascunho de um post de deixei de postar. Hoje(2/07/2010), meu amor descansou. A impotência diante do ocorrido incomoda, porém incomoda mais o vazio na frente de casa. Ela que de lá nunca saía, vai deixar-nos definitivamente.
Os olhos cor de mel tinham, hoje, olhar de adeus. Eu que nada podia fazer a retribuía com olhar de amor.
Cinco horas após sua morte sinto mais forte que o adeus fora definitivo.
Obrigado pelos 13 anos de companhia!
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