terça-feira, 19 de outubro de 2010

Círculo vicioso


Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
"Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

"Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol com azedume:

"Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
(Machado de Assis)

domingo, 15 de agosto de 2010



"A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem." (Hebreus, 11, 1)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A culpa é de quem?


A copa acabou para o Brasil. Como em todos os fracassos, procuram-se os culpados. Tenho dois possíveis bodes expiatórios: Felipe Melo ou/e Mick Jagger.
Felipe começou como herói, deu um passe maravilhoso; mas, no início do segundo tempo, fez justiça a todas desconfianças sobre seu futebol: marcou um gol contra e foi expulso em razão de uma atitude estúpida.
Mick Jagger , como Felipe, parecia que ia supreender e mudar sua fama. No final, porém, as acusações de que era azarado mativeram-se verdadeiras,em todos jogos que esteve presente o time para qual torcia não ganhou.
Não sei de quem é a culpa. Lembro-me, entretanto, nesse momento de uma frase que afirmava: "cachorro que mata ovelha, só matando". A idéia por trás da afirmativa sintetiza o que ocorreu no jogo, assim como o cachorro que morde ovelha irá voltar a morder caso não seja morto, Felipe Melo repetiu as ações que ensejaram as desconfianças, e Mick Jagger fez jus a sua recente fama de azarado.

domingo, 18 de abril de 2010

Efeitos indesejados


A coerência caminha junto com a solidão!

sábado, 6 de março de 2010

Monique


"Lembro-me do dia que chegou a minha casa, 26 de março de 1997. Pequena, rabugenta e fedida; mas bonita, tinha olhos cor de mel e pelagem tigrada. No começo, ela me mordia com seus pequenos dentes afiados, cavava no quintal, pulava o canil, derrubava-me, jogava futebol comigo. Com a idade, foi deixando todas essas artes.
Toda vez que chego em casa, lembra-me da adolescência. O tempo mostra suas marcas: os pêlos brancos, a visão embaçada, o sono pesado, a respiração ofegante; não resta mais muito tempo para minha fiel amiga. Esse período que ainda temos de convivência, tento tratá-la bem.

Não sofro por antecipação, sei que quando a hora dela chegar, irei sentir falta; entretanto isso não me aflige. A impotência em alterar a certeza de sua partida pronta, sim.

Antes desse momento, "



Esse foi um rascunho de um post de deixei de postar. Hoje(2/07/2010), meu amor descansou. A impotência diante do ocorrido incomoda, porém incomoda mais o vazio na frente de casa. Ela que de lá nunca saía, vai deixar-nos definitivamente.
Os olhos cor de mel tinham, hoje, olhar de adeus. Eu que nada podia fazer a retribuía com olhar de amor.
Cinco horas após sua morte sinto mais forte que o adeus fora definitivo.
Obrigado pelos 13 anos de companhia!

Confissão


Estou cansado!


Busco fugir da mediocridade, mas isso não me parece de nada adiantar. Queria me explicar, porém estou cansado!


domingo, 25 de outubro de 2009

Tempo- o devorador!


"Tempo, se seu dono, voltava para o morro!"



Explicando-me: Foi uma tentativa de exprimir um sentimento que tive em certo momento, fazendo analogia entre o rio que corre para o mar e o tempo. Entretanto, como não sou senhor do tempo, me conformo em recordar e em tentar tirar o maior proveito de cada simples e único momento.

Abaixo, coloco a canção Canción de las Simples Cosas e o Link no Youtube:

Uno se despide insensiblemente de pequeñas cosas,
lo mismo que un árbol en tiempos de otoño muere por sus hojas.
Al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas,
esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón.

Uno vuelve siempre a los viejos sitios en que amó la vida,
y entonces comprende como están de ausentes las cosas queridas.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.

Demorate aquí, en la luz mayor de este mediodía,
donde encontrarás con el pan al sol la mesa servida.

Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.

Demorate aquí ...por eso muchacho ...
Demorate aquí ...por eso muchacho ...


http://www.youtube.com/watch?v=fXvz4bkQRZI&feature=related